quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Número de Doadores de Medula Óssea no Brasil Caiu 46% Após Assinatura de Portaria Hitleriana


Ministro da Saúde do Brasil, Dr. Alexandre "Mengele" Padilha, Limita Número de Doadores de Medula Óssea, Condenando às Câmaras de Gás Centenas de Crianças Brasileiras.

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." 
Martin Luther King.

"Na contramão da portaria ministerial de n° 844, de 2 de maio deste ano de 2012, assinada pelo ministro da saúde Alexandre "Mengele" Padilha, a qual impede que o número de doadores de medula óssea cadastrados no Redome ultrapasse a marca de 267.190 doadores/ano, tornando mais difíceis as chances de se encontrar um doador de medula óssea compatível, propomos o projeto Redome e Brasilcord em Camaçari, com a finalidade de, ao menos, diminuir os efeitos catastróficos que esta lei hitleriana terá sobre todos os pacientes onco-hematológicos brasileiros que hoje necessitam de um transplante de medula óssea ou de células-tronco de cordão umbilical, os dois meios aplicáveis no tratamento da leucemia e outras doenças de caráter onco-hematológico. Me envergonho de ser brasileiro, pois vejo toda uma classe médica calada ante a publicação de uma portaria hitleriana, vejo homens e mulheres envergando jalecos impecáveis, com estetoscópios a tiracolo, caminhando displicentemente nos corredores de hospitais onde crianças gritam de dor e aprendem a implorar a Deus por uma medula compatível, mais preocupados em estar alinhados com um governo desumano, onde poderão ocupar um cargo pomposo e rentável na (má) administração de alguma instituição pública de saúde do que proteger aqueles a quem juraram proteger e honrar. Sei que a maioria da classe dos oncologistas é constituída por seres humanos altruístas e sinceros, pessoas que dedicam suas vidas para amenizar e curar o sofrimento das vítimas do câncer, esta doença cruel, mas vejo os oncologistas que poderiam fazer esta denúncia calados, preocupados mais em preparar suas cabeças para receberem os louros podres do Ministério da Saúde do que salvar nossas crianças desta aberração jurídica. Vejo ativistas de ONGs que tratam de crianças com câncer perigosamente iludidos e satisfeito com as honrarias e esmolas governamentais. Onde estão os protestos de nossos oncologistas, de nossa comunidade médica? Esta portaria foi assinada em 2 de maio deste ano, mas o material crítico, mesmo na internet, este curioso meio de criticar aberta e anonimamente, quase que inexiste. Um recado para vocês, sras. e srs. omissos: de acordo com o Código Penal, o resultado de que depende a existência de um crime somente é imputável a quem lhe deu causa. CONSIDERA-SE CAUSA A AÇÃO OU OMISSÃO SEM A QUAL O RESULTADO NÃO TERIA OCORRIDO. Não se calem ante a mais esta violação. Por favor, senhoras e senhores oncologistas, não permitam que o sonho de gozar uma reputação profissional invejável entre burocratas amordace-lhes a consciência... Esta lei é um crime covarde contra as nossas crianças. Além de desumana, ela é racista e genocida, pois diminui as chances dos negros, índios e mestiços brasileiros que precisam de um transplante de medula óssea. Como o transplante depende da compatibilidade entre o doador e o receptor, compatibilidade esta que se torna mais fácil entre indivíduos de uma mesma raça, e hoje, no Brasil, a maior representatividade no Redome é de estados do Sul e Sudeste, lugares onde a raça branca, devido a colonização européia, é predominante, pacientes de estados como Bahia, Piauí, Pernambuco, Amazonas, etc, altamente miscigenados, passam a ter suas chances perversamente subtraídas. A leucemia é o câncer que mais mata as nossas crianças. Ela é curada com transplante de medula óssea. A portaria 844 é uma crueldade covarde, digna do médico nazista Josef Mengele, o qual amputava braços e pernas de crianças judias vivas para testar medicamentos de indústrias farmacêuticas alemãs. A assinatura do ministro Alexandre Padilha sobre nossas crianças, sobretudo as negras, indígenas e mestiças, tem o mesmo efeito que as assinaturas de Josef Mengele sobre o destino de centenas de crianças judias, ciganas e mestiças. Considerando a gravidade dessas razões desumanas, bestiais, propomos o projeto supracitado. Camaçari é uma das cidades mais ricas do mundo. Temos aqui o maior polo industrial integrado do Hemisfério Sul. Participamos com cerca de 30% nas exportações do Estado. Temos aqui a Cidade do Saber, o maior centro de inclusão cultural do Estado. E, para expor mais uma prova quanto a aplicabilidade do projeto Redome e Brasilcord em Camaçari, não carregamos a insígnia infamante de "Capital Mundial do Carnaval", que a mídia oficial do Estado da Bahia usa tão bem contra os moradores de Salvador...  iludindo os soteropolitanos e amputando-lhes a cidadania. A nossa marca é: Cidade Empreendedora. Vejo em Camaçari, uma cidade rica, repleta de emigrantes de todas as partes do mundo, graças as grandes corporações industriais aqui instaladas, a mesma efervescência de idéias e culturas que sempre caracterizaram as cidades mais prósperas, em todas as épocas da humanidade, desde Ur na Caldeia, a Babilônia, na Mesopotâmia; Nápoles, Veneza, Gênova, Atenas, Constantinopla, Lisboa, Antuérpia, Hamburgo, todas essas cidades brindaram a humanidade com grandes descobertas e riquezas, graças a superabundância econômica e cultural. Lutar pela instituição do projeto Redome e Brasilcord em Camaçari significa afrontar o Ministério da Saúde em suas políticas bestiais e perversas de segregação racial e violação do direito mais sagrado que uma criança pode ter: o direito à vida.  Será uma nova batalha pela construção da cidadania, pelo respeito aos Direitos Humanos. Me assusta observar as reações de terror e nojo que tomam os brasileiros quando assistem algum vídeo sobre os horrores do Holocausto... sem fazer qualquer relação com o Brasil... O Brasil, este país aparentemente alegre, festivo, futebolístico, carnavalesco é, para a maioria de sua população segregada pela miséria e indigência, o maior campo de concentração e extermínio de todos os tempos. Não temos leis escritas de forma tão racista e desumana, como as leis expressas no Código de Nuremberg contra os judeus... As leis que condenam as nossas crianças às câmaras de gás são expressas de forma sutil e polida, em nossas portarias ministeriais..." Ivo Sotn.

Nenhum comentário: